O jejum 16:8 — 16 horas sem comer e janela alimentar de 8 horas — é um dos protocolos mais estudados do jejum intermitente. O que acontece no organismo durante essas 16 horas vai além da simples ausência de comida.
Hora a Hora do Jejum
Horas 0 a 4 (após a última refeição): o organismo usa a glicose da última refeição como energia. A insulina começa a cair.
Horas 4 a 8: os estoques de glicogênio (açúcar armazenado no fígado e músculos) começam a ser mobilizados. A insulina continua caindo — permitindo que as células comecem a acessar gordura.
Horas 8 a 12: os estoques de glicogênio ficam mais baixos. O organismo aumenta a queima de gordura como fonte de energia. O glucagon (hormônio que estimula a liberação de energia) aumenta.
Horas 12 a 16: o organismo está majoritariamente em modo de queima de gordura. Começa a produção de corpos cetônicos — que o cérebro usa como combustível alternativo à glicose. Os primeiros sinais de autofagia começam a aparecer — o processo de “reciclagem celular” onde o organismo decompõe proteínas e organelas danificadas.
Os Benefícios Documentados do Jejum 16:8
Melhora da sensibilidade à insulina, redução dos níveis de glicemia em jejum, facilitação da perda de gordura corporal (especialmente abdominal), redução de marcadores inflamatórios, e possível estímulo à autofagia (com benefícios para longevidade ainda em pesquisa).




